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Leitura crítica de textos e obras literárias

A leitura crítica de um texto, seja um poema, uma biografia, um livro jornalístico ou um romance, é uma das práticas mais comuns e indicadas do mercado editorial. Essa leitura atenta, neutra e honesta pode detectar problemas, vieses, incoerências e nuances que o autor nem sequer imaginou. A partir de uma leitura crítica, o autor pode, por exemplo, reescrever ou burilar sua obra de forma a sanar problemas de coesão/continuidade, consistência, clareza, coerência/verossimilhança, cadência e, assim, torná-la mais interessante aos seus leitores. A partir de uma leitura crítica, o autor pode também estabelecer estratégias de divulgação visando o público da sua obra, algo em que, talvez, nunca tenha pensado antes.

Por sua vez, a leitura crítica de uma obra literária deve, acima de tudo, focar nas características do gênero a que ela pertence. Um romance exige uma leitura diferente da de um livro de poemas que, por sua vez, lê-se de forma diferente se comparada a um livro de contos. No caso de textos narrativos (contos, novelas, romances), devem ser analisados aspectos como a construção de personagens, a verossimilhança, o espaço e a ambientação, o foco narrativo, o desenvolvimento da trama, a unidade da obra. No caso do conto especificamente, por ser uma narrativa breve, aspectos como conflitos secundários e vários clímax são menos importantes do que num romance que – por ser uma narrativa longa – exige uma elaboração mais minuciosa no que se refere à interligação entre as partes ou capítulos. Em poemas, características como o ritmo e a musicalidade, proporcionados por rimas, aliterações, repetições, estribilhos, etc., são de extrema importância. A disposição do poema na folha em branco também é importante e pode, dependendo do objetivo aspirado, propiciar outros sentidos.

A linguagem, responsável por construir tudo (a trama, as personagens, o ritmo, a musicalidade, o ambiente e o espaço, o narrador) merece, claro, uma atenção especial por parte de quem está realizando a leitura crítica. Assim, o profissional deve estar preparado para detectar problemas, levantar questões e propor soluções, de maneira que o autor encontre outros sentidos, estabeleça novas leituras e, então, dê o acabamento final à sua obra.

Veja um exemplo de leitura crítica (simples) de um livro de contos AQUI.

Realizamos três tipos de leitura crítica:

  • a leitura crítica simples: o resultado dessa leitura é um parecer crítico em forma de relatório destinado ao escritor/cliente. O tamanho do relatório varia de acordo com a obra analisada e com o indivíduo que realiza a sua leitura. Quando necessário, são feitos alguns apontamentos no decorrer do texto.
  • a leitura crítica completa: além do parecer crítico em forma de relatório, essa leitura engloba a revisão gramatical, sugestões de alterações (se for o caso) e a preparação do texto (chamada também de edição de texto ou copidesque). Essa preparação consiste em uma revisão mais completa, uma reformulação, de forma a sanar problemas de estrutura e organização do texto. Pode, também, detectar falhas de estilo, redundâncias e lugares-comuns. Se for o caso, enxuga-se o texto, apontando o que é supérfluo ou prolixo. Em suma, a leitura crítica completa objetiva chegar ao máximo possível de uma versão final da obra analisada.
  • a leitura crítica coletiva: realizada por, no mínimo, dois profissionais, resulta em dois pareceres críticos independentes um do outro.
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