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Máximas de Campos de Carvalho

“O que eles não compreendem é que uma coisa é o estômago e outra é a consciência, ou se tem ou não se tem, não se apaga uma alma como se apaga um fósforo ou mesmo um incêndio, cada um sabe o que lhe vai por dentro, o resto é demagogia”

 

“…não me interessa a lei dos homens, mas a lei humana, quem for justo atire-me a primeira pedra”.

 

“Veja que ironia, só nos valemos um ao outro para morrer, para viver não nos valemos em coisa alguma”.

“…neste mundo é tudo às avessas, e dizem que Deus se sentiu muito satisfeito quando deu o mundo por terminado: cada um dá o que pode, se não fez melhor é porque não estava evidentemente ao seu alcance: ser Deus é uma responsabilidade muito grande, o sujeito acaba mesmo se atrapalhando”.
“Se pensam que vociferar me faz bem, sobretudo sem dizer uma palavra, é que não me conhecem como às vezes me conheço, todo mundo tem o seu momento de lirismo como tem seu umbigo, não fosse isto já estaríamos de há muito devorados pelos vermes, o que eu não posso é fingir que sou cego com este par de óculos sobre o nariz, e muito menos surdo com este ouvido que me faz ouvir até as cataratas do Niágara, para não dizer a chuva na cidade vizinha”.
>>> Trechos retirados do romance Vaca de nariz sutil, de Campos de Carvalho.
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05/03/2015
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