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“Romildo”, de Alberto Moravia

TRECHOS:
“…o homem do qual falava era apenas uma pessoa de mentalidade redutiva. Já que não tinha conseguido se erguer, preferia rebaixar o mundo inteiro em lugar de ter que reconhecer isso”.
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“Sandro, que acreditava firmemente no sucesso, tinha-se espelhado por um momento na miséria de Ernesto. Os desgraçados servem pelo menos para isso”.
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“…como se ele tivesse debaixo da língua uma glândula de veneno muito amargo; e os elogios, revirados longamente na boca, se molhavam naquele tóxico, saindo, pois, desgostosos e irreconhecíveis”.
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“…todas as coisas interrompidas parecem belíssimas justamente porque não se viu sua evolução”.

“Estranho país. É habitado por duas raças bem distintas, seja moralmente, seja, até um certo ponto, fisicamente: a raça dos homens chamados ‘ricos’ e a dos homens chamados ‘pobres'”.

“Porque o ódio, para acabar, queria o aniquilamento do objeto que o provocava. Mas estranhamente, o ódio não se dava conta que aquele aniquilamento só podia ser ilusório: um simples deslocamento do objeto fora do tempo e do espaço”.

“A piedade é uma chantagem porque as pessoas não gostam de sentir piedade; e dão esmola para se livrar dela”.

“O senhor faz como o avestruz, comentou, esconde a cabeça para não ver”.

“Certas coisas eu as entendo à minha maneira, e pelo fato de compreendê-las à minha maneira prefiro não falar delas e não impor meu ponto de vista aos outros”.

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07/05/2015
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