Textifique

Uma escrita de desaprendizado e avessa ao embrutecimento

Por Michel Domenech

 

Ler Wigvan é uma forma de desaprendizado. É ver nossas verdades engessadas em confronto com as chamas de seus textos. O leitor inevitavelmente sai marcado, seja por um calor que perturba, exigindo movimento, seja pelo afago cálido proveniente da identificação com suas palavras.

Viver deixa marcas, assim como a boa literatura. Pode-se sufocar todos os sorrisos a fim de retardar as rugas faciais, mas também é possível deixar-se tocar e orgulhar-se das marcas de uma existência rica. A literatura de Wigvan nos convida a trilhar este segundo caminho, a sujar as mãos de vida ao invés de preservá-las limpas e inutilizadas dentro de nossos bolsos.

Os textos de Uma Maria são curtos em número de páginas, mas amplos em conteúdo. Wigvan não necessita de muitas linhas, pois enche os pequenos espaços de beleza e significado.

Seu e-book é marcado pela dor, pela esperança e pela reinvenção. Não é à toa que a palavra nascimento aparece com bastante frequência. O sofrimento nem sempre é o fim do caminho, às vezes é possível se recriar. Wigvan o mostra, sobretudo, por meio da delicadeza. Como podemos ler em certo trecho: “Tenho direito à invenção e à delicadeza. Que os outros se endureçam e não direi nada sobre o motivo de estarem velhos e cansados antes da hora”. Sua escrita, além de bela, é avessa ao embrutecimento, instigando o leitor a deixar sua alma à solta.

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09/06/2015
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