Textifique

Uma Maria: uma face diferente de Wigvan

Por Ana Luiza Veloso


Diferente da sensibilidade erótica de alguns de seus textos mais conhecidos, como o conto “Amor às escaras”, de 2012, ou do tom infantil do ebook “Cheiro de Tinta”, lançado em 2014, os textos da coletânea “Uma Maria” apresentam aos leitores uma face diferente de Wigvan: a simplicidade, a forte ligação com a natureza, a necessidade de se libertar dos bons costumes para se encontrar consigo mesmo.

Em narrativas como “A árvore de Algodão”, “Gigante”, “Uma Maria” e “Um João”, Wigvan constrói um estilo em que a dureza da vida é ressaltada pela delicadeza das palavras. As duas últimas narrativas, centradas em dois personagens a um só tempo, entrelaçam-se de forma surpreendente e dão ao leitor o aviso de que há muito mais nas entrelinhas do que parecia à primeira vista: é preciso voltar a elas e resgatá-las.

Em textos como “Do não ser”, “Da necessidade de leveza”, “Da necessidade de silêncio”, “Dos Caminhos” e “Uma florzinha”, a marca poética é acentuada, flerta com o místico e confronta os hábitos que, não percebemos, mas são uma ameaça à sensibilidade.

Em “Do quintal” e “Rachel e o nome das flores”, temos o tom doce e infantil que conquistou os leitores do ebook “Cheiro de Tinta”. Em “Manifesto contra a brancura” e “Da saudade”, se não temos o erotismo pungente do conto “Amor às escaras”, temos um tom passional – que logo se acalma para dar lugar a textos íntimos como “Das renúncias” e “Amor ao leve”.

O fio que une os dezoito textos é o parentesco com a oralidade pura, tanto que às vezes não sabemos se estamos fazendo uma leitura, ouvindo um causo ou repetindo uma oração.

Para adquirir e maiores informações, clique AQUI.
Contato: textifique@gmail.com ou AQUI.

Share on Google+Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInPin on Pinterest
28/05/2015
Desenvolvido por Mídia360 © textifique. Todos os direitos reservados.